Produções – Grupo 6
Situação de
Aprendizagem
Texto: Avestruz de Mário Prata
Esta Situação de Aprendizagem tem por
objetivo familiarizar o aluno com a leitura e escrita significativa no
conhecimento sobre o texto Avestruz de Mário Prata e textos de pesquisa,
enriquecendo o conhecimento e desejando
que o mesmo possa ampliar seus horizontes quanto as linguagens e variedades de
possibilidades para resolver e conhecer determinado assunto.Público Alvo: sextos aos nonos anos (anos finais)
Tempo
Previsto: 6 a 9 aulas
Conteúdo:
Texto: Avestruz de Mário Prata, imagem da ave, conhecimento da espécie, vida e
obra do autor.
Competências
e habilidades: Conhecer e reconhecer a ave; diferenciar as
utilidades da ave; comparar e diferenciar de outras aves ou pássaros.
Estratégias:
Introdução oral através de questionamentos; exposição de imagem da ave; ouvir
conhecimentos prévios dos alunos; conteúdo do professor; uso de recursos
através do ppt; atitude de sensibilidade diante da realidade local.
Recursos:
Textos digitados e impressos, imagens diversificadas relacionadas à ave; uso do
dicionário para pesquisa de palavras
diferenciadas ao uso costumeiro.
Avaliação:
Participação, interação, questionamentos, apresentação em grupo sobre o assunto
abordado.
Maria do Socorro Alves Rocha de Oliveira
Professora Cursista
Início com apresentação do tema e do autor.
Avestruz de Màrio Prata.
Indagação: Quem já ouviu falar ou leu sobre Mário Prata.
Apresentação
ilustrativa e biografia do escritor. Mario Alberto Campos de Morais Prata (Uberaba, 11 de fevereiro de 1946) é escritor, dramaturgo, cronista e jornalistabrasileiro. Conquistou reconhecimento como romancista, autor de telenovelas e de peças de teatro, sendo seus maiores sucessos a novela Estúpido Cupido (1976), as peças de teatro Fábrica de Chocolate(1979) e Besame Mucho (1982) e os livros Schifaizfavoire (1994), Diário de um Magro (1997), Minhas Mulheres e Meus Homens (1998) e Purgatório (2007).
ANTES – Levantamento de hipóteses
Ilustração do Avestruz
Perguntas
para um breve conhecimento sobre a ave.
Vocês
já ganharam um bicho assim de presente?
Já
tiveram acesso a essa ave?
O
que acham dela?
Já
comeram da carne dela?
Acham que é doméstico? Podem criá-la em casa?
Quais
aves vocês conhecem?
Vocês
têm animais de estimação? Qual ou quais?
Seu
animal de estimação tem nome? Qual?
Será
que os animais foram criados para determinada função?
O
que você acha da aparência dos animais, todos são bonitos?
Existe
diferença de um animal para outro em
relação a duração de vida? E a produção?
O
animal tem os mesmos sintomas que o ser humano?
Essa
ave, a avestruz, do que se alimenta?
Você
trocaria seu bicho de estimação?
Após
ouvir as variadas colocações dos alunos mediante os questionamentos, partiremos
para o texto.
Durante – Checagem de
hipóteses
· Entrega
do texto digitado;
· Leitura
individual e silenciosa;
· Leitura
pelo professor;
· Leitura
fragmentada, considerações e comentários
sobre a ave relacionada no texto.
Texto: Avestruz de Mário Prata
O filho de
uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou,
fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me
mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de
casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo,
criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
Culpado,
fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam
em domicílio.E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na ora de criar a avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada haver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram os dedos para os pés. Colocou dois dedos em cada pé.
Sacanagem,
Senhor!
Depois olhou para a sua obra e não sabia
se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a
tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o
nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em
forma de salsicha.Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras.
Joguinhos eletrônicos, por exemplo, máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
Parece que convenci
o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um
urubu.
Pedi para minha amiga levar o garoto num psicólogo.
Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
Ao término da exposição do texto,
passamos a ouvir comentários sobre a apresentação do texto e conhecimento sobre
a ave.
DEPOIS
– Localização de informações, apreciação e discussão sobre a crônica.
·
Formar
grupos de 4 a 5 alunos;
·
Comentários
em grupo sobre o texto exposto;
·
Dar opinião
e argumentar;
·
Fazer
a reescrita do texto na visão do grupo;
·
Construir
um desenho de acordo com a reescrita.

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