sexta-feira, 28 de junho de 2013

Produções – Grupo 6
Situação de Aprendizagem    


Texto: Avestruz de Mário Prata               
      Esta Situação de Aprendizagem tem por objetivo familiarizar o aluno com a leitura e escrita significativa no conhecimento sobre o texto Avestruz de Mário Prata e textos de pesquisa, enriquecendo  o conhecimento e desejando que o mesmo possa ampliar seus horizontes quanto as linguagens e variedades de possibilidades para resolver e conhecer determinado assunto.
Público Alvo: sextos aos nonos anos (anos finais)
Tempo Previsto: 6 a 9 aulas
Conteúdo: Texto: Avestruz de Mário Prata, imagem da ave, conhecimento da espécie, vida e obra do autor.
Competências e habilidades: Conhecer e reconhecer a ave; diferenciar as utilidades da ave; comparar e diferenciar de outras aves ou pássaros.  
Estratégias: Introdução oral através de questionamentos; exposição de imagem da ave; ouvir conhecimentos prévios dos alunos; conteúdo do professor; uso de recursos através do ppt; atitude de sensibilidade diante da realidade local.
Recursos: Textos digitados e impressos, imagens diversificadas relacionadas à ave; uso do dicionário para pesquisa de  palavras diferenciadas ao uso costumeiro.
Avaliação: Participação, interação, questionamentos, apresentação em grupo sobre o assunto abordado.
                                                                                                                 Maria do Socorro Alves Rocha de Oliveira
Professora Cursista
Início com apresentação do tema e do autor.
Avestruz de Màrio Prata.
Indagação: Quem já ouviu falar ou leu sobre Mário Prata.
Apresentação  ilustrativa e biografia do escritor.   

    Mario Alberto Campos de Morais Prata (Uberaba, 11 de fevereiro de 1946) é  escritor, dramaturgo, cronista e jornalistabrasileiro. Conquistou reconhecimento como romancista, autor de telenovelas e de peças de teatro, sendo seus maiores sucessos a novela Estúpido Cupido (1976), as peças de teatro Fábrica de Chocolate(1979) e Besame Mucho (1982) e os livros Schifaizfavoire (1994), Diário de um Magro (1997), Minhas Mulheres e Meus Homens (1998) e Purgatório (2007).
 ANTES – Levantamento de hipóteses
Ilustração do Avestruz



Perguntas para um breve conhecimento sobre a ave.
Vocês já ganharam um bicho assim de presente?
Já tiveram acesso a essa ave?
O que acham dela?
Já comeram da carne dela?
 Acham que é doméstico? Podem criá-la em casa?
Quais aves vocês conhecem?
Vocês têm animais de estimação? Qual ou quais?
Seu animal de estimação tem nome? Qual?
Será que os animais foram criados para determinada função?
O que você acha da aparência dos animais, todos são bonitos?
Existe diferença de um animal  para outro em relação a duração de vida? E a produção?
O animal tem os mesmos sintomas que o ser humano?
Essa ave, a avestruz, do que se alimenta?
Você trocaria seu bicho de estimação? 
Após ouvir as variadas colocações dos alunos mediante os questionamentos, partiremos para o texto.
Durante – Checagem de hipóteses
·       Entrega do texto digitado;
·       Leitura individual e  silenciosa;
·       Leitura pelo professor;
·       Leitura fragmentada,  considerações e comentários sobre a ave relacionada no texto.
Texto: Avestruz de Mário Prata
        O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
         Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.

E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na ora de criar a avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.

         Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada haver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.

       Outra coisa que faltou foram os dedos para os pés. Colocou dois dedos em cada pé.

       Sacanagem, Senhor!
       Depois olhou para a sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.

Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!

          Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
         Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.  

Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras.


Joguinhos eletrônicos, por exemplo, máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
      Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.

Pedi para minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
          Ao término da exposição do texto, passamos a ouvir comentários sobre a apresentação do texto e conhecimento sobre a ave.
DEPOIS – Localização de informações, apreciação e discussão sobre a crônica.
·       Formar grupos de 4 a 5 alunos;
·       Comentários em grupo sobre o texto exposto;
·       Dar opinião e argumentar;
·       Fazer a reescrita do texto na visão do grupo;
·       Construir um desenho de acordo com a reescrita.





  

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem - Texto "Pausa" - Moacyr Scliar - Professora Dolores

Situação de Aprendizagem

A SA a seguir  será aplicada em 8º e 9º anos
ANTES
Para iniciar a aula, passaremos em data Show, fotos que serão comentadas uma a  uma.

Iniciar perguntando aos alunos o que fazem aos  "Domingos"?


Quem sai para fazer compras com a família?




Quem já fez Piquenique aos "Domingos"?



Vocês percebem se os pais (padastro/madastra) ou os tios,  os casais amigos da família saem para passear juntos aos  "Domingos"



Fazem passeios na casa dos avós ou parentes próximos???


A família fica Conversando, Comendo e rindo Juntos???




Saem  para tomar um Lanche???


Vão ao cinema???



Fazem passeios a Parques???

Fazem  passeios com animais???


Jogam futebol ou outros jogos???


Andam de bicicleta, skate, patinetes, patins ou outros???

Vão à "Igreja"???




DURANTE
·       Leitura silenciosa do texto;

·       Professor inicia a leitura do texto (voz alta), depois pedir para que os alunos continuem...


Texto Pausa  - Moacyr Scliar

Pausa

“Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher
apareceu, bocejando:
— Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara
escura.
— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz.
— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente.
Ela olhou os sanduíches:
— Por que não vens almoçar?
— Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga, Samuel pegou o chapéu:
— Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.
Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente.
·       Fazer uma parada e criar um suspense...

 Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:
— Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...
— Estou com pressa, seu Raul! — atalhou Samuel.
— Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. — Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:
— Aqui, meu bem! — uma gritou, e riu: um cacarejo curto.
Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia d’água, sobre um tripé. Samuel correu
as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.
·       Criar novamente suspense
Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido;com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no
papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.
Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido.
Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhado de suor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.
Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.
— Já vai, seu Isidoro?
— Já — disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.
— Até domingo que vem, seu Isidoro — disse o gerente.
— Não sei se virei — respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.
— O senhor diz isto, mas volta sempre — observou o homem, rindo.
Samuel saiu.
Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou, um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.”

SCLIAR, Moacyr. In: BOSI, Alfredo. O conto brasileiro contemporâneo. São Paulo: Cutrix, 1997

  •         Comentários do texto
  •        Breve comentário sobre o autor e sobre o gênero ( levando em conta que alunos de        8º e    9º anos já conhecem tanto o autor como o gênero) e partir para o tema do texto...
  •        Relacionamento entre o casal... (levantar detalhes)
  •        Fuga da rotina... Adolescentes também sofrem com isso???       
  •       O galope do cavalo dentro do quarto seria o tic-tac do relógio que não para? dizendo    que nosso tempo é curto...
  •       No final você consegue perceber se ele realmente fugiu da rotina ou criou uma outra??? `Necessitamos de rotina????       
  •  Tempo para discussão... sobre o Tema...






DEPOIS
  • ·         Formar Grupos de 4 alunos;
  • ·         Elaborar 4  rotinas diferentes para um mês (para família), pensando em:  Descanso, diversão, exercício físico, convívio com família e familiares, compromisso com Deus e etc;
  • ·         Apresentar em Powerpoint para sala;
  • ·         Espaço aberto para avaliação dos outros grupos: Se ficou um domingo agradável ou não...
  •        Avaliação:       Participação no antes durante e na elaboração das rotinas;       
  •        Expressão oral e física durante a  apresentação do trabalho;
  • ·         Estética e ortografia na apresentação;
  • ·         Participação na avaliação do trabalho dos outros grupos.